Sistema de Avaliação

POR Portal 01/08/2011

Sistema de Avaliação

"Educar é um ato de intenção, em que o ser humano e o profissional se fundem. Não há técnica pura entre dois indivíduos que se cruzam com o objetivo de ensinar e aprender. Trata-se de uma relação humana, na qual entram compromisso e afetividade, e da qual não saem idênticos ao que eram eles antes. A riqueza destas transformações não pode, portanto, ser reduzida à quantidade de inovações didáticas ao acúmulo de informações técnicas. Mudar, em educação, pressupõe incluir-se como pessoa, assumir riscos das mudanças para poder desfrutar do prazer de também aprender." (Sanny Rosa)

A avaliação deve ser considerada de importância vital na construção de uma educação mais realista e mais sólida: visando o bem estar e o dever de garantir ao aluno o acesso ao saber produzido socialmente a fim de capacitá-lo para o desenvolvimento no dia-a-dia.

A Educação Adventista entende a avaliação como um processo essencial na formação do ser humano. Entende-se por avaliação o acompanhamento do processo educacional que envolve todas as faculdades do ser: física, mental, social e espiritual, numa perspectiva dialógica entre processo e resultados, entre o levantamento de informações qualitativas a respeito das aprendizagens e o planejamento de intervenções visando o resgate ou aprofundamento dos saberes.

A avaliação é um processo de reflexão e ação contínuas, ou seja, envolvem observações, registros, ações intencionais de auxílio, integrando-se ao processo educativo diário nas diferentes atividades de ensino aprendizagem.

Dentro de uma concepção pedagógica adventista onde a educação visa o ser todo e em todo o tempo de vida, a vivência de múltiplas experiências durante o processo educativo busca o desenvolvimento harmônico de todas as potencialidades humanas em seus aspectos físicos, intelectuais, emocionais, sociais e espirituais. São nas experiências vivenciadas que os conteúdos devem ser instrumento para ativar e mobilizar os esquemas mentais operatórios de assimilação, sendo o educando um ser ativo e dinâmico - não passivo e receptivo, como se apresenta a educação tradicional - que participa da construção de seu próprio conhecimento.

Neste contexto, a avaliação assume uma dimensão mais abrangente, pois educar é formar e aprender é construir o próprio saber, sendo assim, ela não se reduz apenas a atribuir notas, mas em verificar em que medida os alunos estão alcançando os objetivos propostos para o processo ensino-aprendizagem. Se o ato de ensinar e aprender consiste em tentar realizar tais objetivos propostos, o ato de avaliar consiste em verificar se eles estão sendo realmente atingidos e em que grau se dá essa consecução, para ajudar o aluno a avançar na aprendizagem e na construção do saber. Nessa concepção a avaliação assume um sentido orientador e cooperativo.

Como vemos, o conceito de avaliação da aprendizagem está intimamente ligado à concepção pedagógica adotada, isto é, a uma visão de educação.

A partir do que foi exposto, podemos tirar algumas conclusões sobre os pressupostos e princípios da avaliação: 

  • A avaliação é um processo contínuo e sistemático, faz parte de um plano mais amplo, que é o ensino-aprendizagem, nele se integrando. Como não é um fim em si mesma, é sempre um meio, um recurso, e como tal deve ser usada. Não pode ser esporádica ou improvisada mas sim, constante e planejada ocorrendo ao longo do processo para reorientá-lo e aperfeiçoá-lo.
  • A avaliação é funcional, porque se realiza em função dos objetivos previstos. Os objetivos são o elemento norteador da avaliação. Por isso, avaliar o aproveitamento do aluno consiste em verificar se ele está alcançando os objetivos estabelecidos.
  • A avaliação é orientadora, porque indica os avanços e dificuldades do aluno, ajudando a progredir na aprendizagem, orientando no sentido de atingir os objetivos propostos. A avaliação também ajuda o professor a replanejar seu trabalho.
  • A avaliação é integral, pois considera o aluno como um ser total e integrado e não de forma compartimentalizada. Ela deve contemplar análise e julgamento de todas as dimensões do comportamento, incidindo sobre os elementos cognitivos, afetivos e psicomotores. Em consequência disto, o professor deve coletar uma ampla variedade de dados, que vai além da rotineira prova escrita, utilizando todos os recursos disponíveis de avaliação.

Neste contexto a Avaliação tem por funções:

  • Conhecer os alunos - no início do ano letivo ou antes de começar uma unidade de ensino, o professor verifica o conhecimento prévio de seus alunos sobre os conteúdos a serem estudados. Essa avaliação tem função diagnóstica e ajuda a detectar o que cada aluno aprendeu ao longo dos períodos anteriores, especificando sua bagagem cognitiva. Esta, auxilia a determinar quais são os conhecimentos e habilidades anteriores que devem ser retomados antes de introduzir os novos, previstos no planejamento para o ano letivo corrente.
  • Identificar as dificuldades de aprendizagem - a avaliação também permite diagnosticar as dificuldades dos alunos, tentando identificar e caracterizar suas possíveis causas. Algumas dessas dificuldades podem ser de natureza cognitiva, afetiva ou emocional. O professor deve fazer o que estiver ao seu alcance para atenuar ou superar essas dificuldades no contexto escolar.
  • Determinar se os objetivos propostos para o processo ensino-aprendizagem foram ou não atingidos - o professor estabelece quais são as competências que seus alunos devem adquirir, bem como as habilidades e atitudes a serem desenvolvidas. Essas competências e habilidades devem ser constantemente avaliadas durante a realização das atividades, fornecendo informações tanto para o professor como para o aluno sobre o que já foi assimilado e o que ainda precisa ser dominado. Essa forma de avaliar se denomina formativa, pois oferece aos alunos informações sobre seu progresso na aprendizagem, fazendo-o conhecer seus avanços e suas dificuldades para poder superá-las.
  • Aperfeiçoar o progresso ensino-aprendizagem - o aproveitamento do aluno reflete, em grande parte, a atuação didática do professor. Sendo assim, o ato de avaliar fornece dados que permitem verificar diretamente o nível de aprendizagem dos alunos e também, indiretamente, determinar a qualidade do processo de ensino, o sucesso do trabalho docente. Nesse sentido, a avaliação fornece um feedback para que o professor repense e replaneje sua atuação didática, visando aperfeiçoá-la para que seus alunos obtenham mais êxito na aprendizagem.
  • Apresentar os resultados finais de um processo/etapa - como a forma de encarar a avaliação reflete a concepção pedagógica adotada, podemos dizer que ela está atualmente perdendo seu caráter seletivo e competitivo, para se tornar orientadora e cooperativa, em decorrência das novas concepções educativas e das mudanças ocorridas na escola.

Sendo assim, o sistema de avaliação está fundamentado numa concepção formativa, valorizando a efetiva aprendizagem qualitativa e não apenas a obtenção de notas. Processa-se de uma forma contínua, pois o professor acompanha o desenvolvimento do aluno através da verificação dos objetivos, utilizando-se de múltiplos instrumentos de avaliação (provas, pesquisas, seminários, listas de exercícios, e outros), sendo que deverá em cada etapa valer-se de no mínimo dois instrumentos diferentes.

Ao final de cada bimestre, o aluno receberá o registro das observações significativas do aproveitamento escolar, feitas em conselho de classe, bem como as notas obtidas em cada componente curricular. A avaliação terá ainda tratamento diferenciado que contemple as peculiaridades de cada nível/modalidade de Ensino:

  • A. Na Educação Infantil: A avaliação será feita periodicamente através de instrumentos diagnósticos, processuais e registros periódicos. Através de observações e sondagens serão verificados e registrados os níveis de aprendizagem no transcorrer do processo educativo. A classificação para o próximo nível ocorre independentemente dos resultados alcançados na avaliação do ensino e da aprendizagem. 
  • B. No Ensino Fundamental e no Médio: Para os níveis Fundamental e Médio, o rendimento mínimo exigido para promoção é a nota 6,0 (seis vírgula zero) por disciplina. Os resultados de todas as avaliações serão sintetizados em notas bimestrais expressas numa escala de "O" (zero) a "10,0" (dez), fracionados até uma casa decimal, sem arredondamentos. O professor determinará a forma e a quantidade de avaliações, atendendo a exigência mínima de adoção de dois instrumentos diferentes, bem como a formulação matemática adotada para a sintetização da nota bimestral (Ex. Soma, Média aritmética, Média ponderada, etc.). Tais critérios deverão estar expressos em seu plano de. ensino e divulgados aos alunos. Esses resultados serão enviados aos pais ou responsáveis, através de boletim de notas ou disponibilizados através do portal. A conclusão do curso no Ensino Fundamental e Médio ocorre quando o aluno obtiver a classificação por promoção ao final do último ano do curso. Ao aluno que apresentar rendimento acadêmico baixo ou insuficiente são proporcionados estudos de recuperação ao longo do período letivo tão logo o diagnóstico do objetivo previsto tenha sido realizado. Os estudos de recuperação previstos são realizados mediante reorientação da aprendizagem e desenvolvimento de projetos especiais de enriquecimento curricular, podendo valer-se da participação dos alunos que já atingiram todos, a maior ou grande parte dos objetivos previstos. Os alunos submetidos aos estudos de recuperação estão sujeitos à reavaliação em horário normal de aula, ao longo do período letivo, e os resultados obtidos serão considerados com efeito substitutivo ao resultado verificado na avaliação regular, sendo adotado, para efeito de registro, o resultado que for maior.
  • C. Alunos em Regime de Inclusão: Para os alunos de inclusão, que apresentem déficit cognitivo ou outros impedimentos que comprometam a equiparação de aprendizagem, sua promoção ou retenção estará condicionada a análise de sua progressão, limitações e possibilidades de aprendizagem, que se processará pelo professor/es do aluno, orientação educacional e coordenação pedagógica da escola. Esta análise levará em consideração as possibilidades de aprendizagem na série corrente bem como os componentes e pré-requisitos da série seguinte, uma vez que, a especialidade e peculiaridade do aluno não se podem considerar no mesmo tempo e ritmo de outros alunos. Levar-se-á também em conta os critérios previstos na legislação para a Terminalidade Específica quando for indicado. Uma vez que a especialidade e peculiaridade dos alunos de inclusão impossibilitem sua compara bilidade com a classe como um todo, a escola adotará, sempre que necessário, em lugar de Boletim com notas para apresentação dos resultados bimestrais e/ou finais, Relatório Sintético descritivo dos progressos e limitações do processo pedagógico do aluno, como forma de garantir análise mais ampla e profunda de seu desenvolvimento.


PONTOS IMPORTANTES SOBRE A SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO

  1. As notas serão registradas de 0,0 a 10,0, sem arredondamentos.
  2. A divulgação dos resultados será feita bimestralmente por boletim ou pelo portal (ressalva feita aos casos de alunos de inclusão).
  3. O limite máximo de faltas é de 25% das aulas dadas.
  4. Nota mínima para promoção = 6,0.
  5. Os alunos que não alcançarem a média mínima 6,0 (seis) serão convocados à atividades de recuperação. As notas resultantes das avaliações de recuperação terão efeito substitutivo às do bimestre (adotando-se sempre a nota que for maior).
  6. Aos alunos com nota superior à 6,0 (seis), faculta-se o direito de participar do processo de recuperação caso desejem melhorar sua nota.
  7. Pedidos de reconsideração de resultados ao final do período letivo, poderão ser protocolados na secretaria da escola em até 10 (dez) dias úteis após a divulgação dos resultados finais (Delib. CEE-SP 127/2014).